Sobre Marketing de Conteúdo
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Conteúdos

Tudo o que consumimos na internet é conteúdo. Claro que há conteúdos que hoje interessam às pessoas e que no futuro deixarão de interessar e que, mais do que isso, a forma como hoje são apresentados terá que se tornar mais apelativa, mais sofisticada, para captar esse "bem escasso" que é a atenção das pessoas. Basta ver que, desde já, um video, mesmo longo, capta muito mais atenção do que um texto sem imagem, e que pouca gente lê um texto no facebook para além da segunda linha.

O video humaniza os conteúdos, cria envolvência pelas cores, pelo movimento e pelo som, permitindo apresentar o testemunho de clientes com um impacto muito superior ao de um texto, de uma maneira geral.

Acontece que os próprios Multimédia têm ainda muito caminho livre na Internet. Ainda há quem se interesse por ver videos de má qualidade, de uma qualidade que nunca aceitaria num canal de televisão, por exemplo, mas não será sempre assim.

Marketing de Conteúdo

O Marketing de Conteúdo é um processo criativo que leva o público a considerar-nos uma autoridade no nosso ramo. Tem a ver com posicionamento, com reconhecimento e com a ideia de semear para o futuro. É uma forma indireta, e sempre indireta, de atrair potenciais clientes. Aqui não se pede nem se sugere nada ao público. Ele apenas recebe conteúdos mais ou menos relacionados com o nosso ramo, que podem ser profissionais, educativos ou de entretenimento puro. O que nunca acontece com esses conteúdos é o aproveitamento dos mesmos para falar especificamente do nosso produto ou serviço (mas podemos mostrar clientes satisfeitos e relações de empatia criadas connosco, desde que isso seja interessante para quem vê).

Exemplos

Pensemos no Consultor Imobiliário XY que publica posts na rede social a falar de poupanças com o IMI, num dia, e noutro publica um video a mostrar como tornar um T1 mais espaçoso com uma cama que recolhe para o teto, e por aí fora. Na cabeça do seu público, ao fim de uns meses, vai formar-se a ideia de que «XY sabe tudo sobre imóveis e dá dicas super interessantes».

Outro exemplo, mais radical: consideremos um funcionário numa empresa que dá o seu melhor a cada dia, que nunca diz mal de ninguém, que não se queixa de nada e só dá «murro na mesa» quando isso realmente se justifica. Ao fim de uns quantos meses todos vão reconhecer este funcionário com alguém que tem um valor acima da média (e Marketing é a arte de criar valor). Se olharmos para este Marketing pessoal indireto, que ele fez sem saber (ou talvez sabendo), podemos chamar a isto Marketing de Conteúdo, em que os conteúdos foram, ao longo de meses, a sua própria atitude, a sua postura, as suas reações às adversidades, o seu empenho, a alegria no trabalho, a assertividade e o saber estar, evitando conflitos desnecessários.

Relevância dos conteúdos

Antes de produzir conteúdo é conveniente analisar o mercado. Nós temos uma ideia sobre o que escrever, mas há que moldá-la e adequá-la àquilo que são os interesses dos nossos potenciais clientes. Há que saber produzir textos baseados em palavras chave, e um estudo de mercado através do Google Keyword Planner permite-nos entender o que tem vindo a ser procurado e pesquisado no Google.

Criar conteúdos relevantes gera comentários, interesse (e partilhas) da parte do nosso público-alvo, aumentando a nossa notoriedade, por um lado, e permitindo-nos perceber se estamos no bom caminho ou se podemos fazer alguns ajustes ou adaptações dos conteúdos aos interesses das pessoas.

Além disso, conteúdos relevantes tendem a ter melhores resultados na SERP (Search Engine Results Page) do Google, e um conteúdo é classificado de relevante quando vai de encontro àquilo que os utilizadores mais pesquisam no Google.

Disciplina e consistência

Voltando ao exemplo do Consultor XY, se a sua presença for diária, se os seus conteúdos de Marketing indireto forem publicados regularmente, as pessoas não só dirão que XY sabe tudo sobre imobiliário como pensarão que é um profissional muito dinâmico, sempre presente, muito dedicado e prestável, pois só pensa em coisas relacionadas com imobiliário e está sempre a dar-nos informações e dicas úteis sobre o tema, só porque tem paixão pelo que faz.

No segundo exemplo, o do funcionário que fez marketing pessoal sem saber, pelo seu próprio conteúdo interior como pessoa, ele também foi consistente. Não revelou as suas virtudes dia sim dia não, e isso foi-lhe natural porque ele sabia que só dando o seu melhor se iria sentir bem ao fim do dia.

No caso do Marketing nas Redes Sociais, é fortemente recomendada a presença diária (ver a página de marketing nas redes sociais), nem que seja para interagir sem dizer nada. Mas não fazendo aparições diárias, se a rotina é publicar um artigo cada segunda feira, então há que respeitar essa «regra», e até realçar o facto de se estar ali por ser segunda feira, que assim passa a imagem da pessoa disciplinada e cumpridora de compromissos.

Converter tráfego em Leads

Ter algumas pessoas a falar bem do nosso produto é bom mas, em Marketing, a quantidade, o simples tráfego, também é importante, porque sem ele não somos vistos. Claro que é a qualidade que vai fazer com que esse tráfego não seja passageiro e se multiplique por via de comentários favoráveis e conversas com links para as nossas publicações.

É em grande parte com isso que ganhamos visibilidade subindo no ranking do Google, aparecendo lá em cima sempre que alguém pesquisa por produtos como o que nós vendemos ou por serviços como o que nós prestamos (ver a página seo - search engine optimization).

Conteúdo gera sempre tráfego, mas o Marketing de Conteúdo leva o seu tempo. Uma forma rápida de gerar tráfego é através de campanhas pagas. Sempre que se procede a uma campanha paga, o mais importante é avaliar e estudar os resultados obtidos para compreender o que está realmente a acontecer. Até um mau resultado pode ou deve ser visto como algo positivo, desde tenha servido para tirar conclusões e proceder a alterações.

Uma vez que tenhamos gerado tráfego, devemos partir para as seguintes etapas:

- Conversão dos visitantes em leads (potenciais clientes que já demonstraram interesse);
- Criação de relacionamento;
- Conversão dos leads em clientes.

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Investimento

O Marketing de Conteúdo tem um custo. Pensar, planear, produzir, rever e publicar conteúdos, isso muitas e muitas vezes vezes implica edição de imagens e vídeos, produção de textos criativos em torno de palavras chave. O custo do Marketing de Conteúdo é o custo ter alguém capaz de fazer isto. Avaliando bem, talvez não seja tão mais barato do que fazer publicidade paga, mas a diferença é que tem efeitos mais sólidos e duradouros a longo prazo.

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